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Mas o que me ocupa tanto? [2]

Posted by Luana on 21:38 in
Então... Mais de cem anos se passaram desde que Becquerel descobriu radiação ionizante proveniente do Urânio e dividiu o prêmio Nobel de física com o casal Curie... 

A radioterapia hoje conta com máquinas precisas, controladas automaticamente, com feixes de radiação que mudam de intensidade e geometria, enquanto tratam o tumor de um paciente (como o exemplo da Cyberknife ai em baixo)

Mas máquina é máquina... E elas estão propensas a erros (são todas controladas por Murphy)... E para que máquinas precisas e potentes como essas possam ser usadas em pacientes é necessário que se meça a quantidade de radiação (a dose) que de fato está sendo usada.

É ai que eu, finalmente, entro... Eu trabalho com proteção de pacientes submetidos a tratamento de radioterapia, fazendo dosimetria (medindo a dose que eles recebem)...

Existem centenas de casos de mal funcionamento de máquinas de radioterapia que causaram acidentes terriveis em pacientes... Isso porque as máquinas são calibradas de tempos em tempos e se alguma coisa acontece só dá para ficar sabendo na próxima calibração - ou se algum paciente apresentar sintomas de envenenamento por radiação ionizante.

O problema é que alguns dos sintomas (náusea, vomito) podem  ser confundidos com efeitos colaterais de quimioterapia... Pacientes com câncer normalmente fazem quimio e radio ao mesmo tempo...

Então, para proteção de pacientes - médicos e enfermeiras também - a dosimetria virou parte obrigatória em todo procedimento médico que use fontes radioativas (e isso não só em radioterapia, um simples exame de raio-X também te expõe a radiação ionizante).

Infelizmente, atualmente, o tipo de dosimetria feita em hospitais é passivo, ou seja, coloca-se um detector durante o tratamento, mas ele só será lido depois. Se houve algum vazamento, ou erro qualquer, só ficaremos sabendo depois (o que salvará os próximos pacientes, mas não esse).

O que eu pretendo fazer é desenvolver um método ativo... Ligado aos aparelhos de radioterapia, que ao detectar uma mínima mudança no feixe desligará tudo.

A coisa toda está bem no começo, mas tenho grandes expectativas... Eu não sei muito de eletrônica e não sou engenheira, mas a parte física eu conheço bem e tenho vários colaboradores.

Em suma, é mais ou menos isso...

Agora me deu vontade de falar de varias outras coisas relacionadas... Como tipos de tratamento, a diferença entre reator atômico e bomba atômica (uma coisa não leva a outra), as curiosidades da ciência, os diferentes tipos de radiação (onda de radio, por exemplo, é um tipo de radiação, mas não causa câncer)...

A palavra em flemish do dia é Straling = Radiação

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5 Comments


sabe qdo os caras do Friend's nunca sabiam no q o Chandler trabalhava? então...rsrs,,achei super oportuna sua explicação, pq muitas vezes tento explicar a importancia do q vc faz..mas nem sempre consigo..rrrsrs
de qquer forma, tenho um orgulho ENORME de vc...minha lindinha


Eu ia postar outra coisa até que li o comentário da regina e achei muito legal a comparação com o lance de ninguém entender o que o Chndler trabalhava... HUASHUASHUASH


hahahahahahaha

Dureza! risos


Super interessante esse post. Mas eu fiquei com uma duvida: entao voce faz a parte fisica da pesquisa... e quem faz a parte eletronica? Tipo, voce deve ter algum colaborador que trabalha na parte mecanica... alguem que "configure" a maquina para que ela desligue em caso de um erro, certo? (pergunta estupida, mas, enfim)
Faz um post falando sobre reator atomico e bomba atomica? Faz? Faz? Faz? Acho que voce tem que falar mais sobre o seu trabalho!!! ;)


Também quero ver o post de bomba atomica e reator! E você explica essas coisas inexplicáveis muito bem! Igualmente a Regina (ai em cima) eu tenho o maior orgulho de vc também!!! bjissimosssssss

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